Ahhhhhhh! Nossa estada em Pucón acabou!
No domingo logo cedo, fizemos o check-out no hotel e seguimos rumo à Valdívia , nosso próximo destino.
Uma coisa legal em nossas viagens é a tentativa de sair do lugar comum. Tentar brincar de "local" ou "nativos".
Quem viaja sabe que muita coisa é criado para turista ver e viver. Mas isso costuma ter um lado negativo, a artificialidade. Em um mundo globalizado, os encantos regionais acabam por se perder. Fica tudo muito igual.
Como gostamos de curtir a cultura local, procuramos sair da rota do turismo embalado para presente.
Como gostamos de curtir a cultura local, procuramos sair da rota do turismo embalado para presente.
Enfim, já no carro que havíamos alugado, decidimos fazer o caminho para Valdívia por estradinhas viscerais, na aposta de encontrar coisas interessantes para ver.
E foi dito o Feito!
Primeira parada:
Claro, a cada descoberta, todos saltam do carro. E é sempre uma festa!
Aquela não chegava a ser uma cidade e sim um povoado.
Aquela não chegava a ser uma cidade e sim um povoado.
Nesse dia, estava acontecendo ali uma feira rural muito legal. Haviam artesanatos indígenas em madeira, roupas de lã,
Comidas típicas (uma "pajelança" muito interessante de se ver, embora frutos do mar não façam parte de nossos hábitos alimentares)
"Troféus" de caça,
Enfim, muitas coisas curiosas e interessantes.
Ainda nesse vilarejo, demos uma última volta antes de pegar estrada outra vez.
Carro na estrada, horas de viagem, lembra monotonia?
Hã, hã! Não aqui! Sempre há algo inusitado para se ver..
Hã, hã! Não aqui! Sempre há algo inusitado para se ver..
E dessa vez, leia-se , inusitado e esbanjando fofura!!
Pois então, paremos o carro mais uma vez e vamos ver de perto do que se trata:
Que cute-cute!
Não dá vontade de chegar bem pertinho e pegar no colo?
Pois então vamos tentar nos aproximar!
Foi quando , com uma baita cara-de-pau (que todo turista pra lá de curioso tem), entramos porteira adentro de uma fazenda onde estavam tratando dos bichinhos.
E graças à Deus, havia uma mulher na equipe de veterinários que fazia o manejo com as ovelhas.
(Desculpem marmanjos, não há aqui discriminação ou preconceito. Apenas uma análise fria e a constatação das diferenças existentes entre os gêneros. Nós - homens e mulheres - sabemos que, geralmente, o gênero masculino não costuma ter boa percepção à linguagem não verbal. Coisas do tipo, "perceba, só com o meu olhar, o que eu estou querendo lhe dizer"...
No caso em questão, o olhar-de-peixe-morto que lançávamos aos tratadores, do outro lado da cerca era: -"gostaríamos tanto de chegar pertinho dessas ovelhinhas aí!!! Que tal se vocês fizessem um convite?"
No caso em questão, o olhar-de-peixe-morto que lançávamos aos tratadores, do outro lado da cerca era: -"gostaríamos tanto de chegar pertinho dessas ovelhinhas aí!!! Que tal se vocês fizessem um convite?"
Bingo! Minhas suspeitas se confirmaram. Eles não perceberam! Mas eis que ELA , a garota da equipe, nos avistou!!!!
Dá licença que agora vou colocar trilha sonora enquanto digito este texto.
Né por nada não...
Por acaso me lembrei dessa música. Sei lá porque...
Né por nada não...
Por acaso me lembrei dessa música. Sei lá porque...
"Mulheeeeer, mulheeeeer, na escola em que você foi ensinada, jamais tirei um 10, sou forte mas não chegou aos seus pés" ....já dizia a música que Erasmo Carlos compôs para sua esposa Narinha no início da década de 80...
Voltando ao assunto, a moça , muito simpática e gentil, deu um super sorriso e perguntou se queríamos nos aproximar.
Imagiiiineeeee!
Em 1 min e 47 segundos, lá estávamos nós!
Assistimos a todo o manejo de vermifugação,
Fizemos carinho , pegamos no colo, tiramos fotos...
O local dessa aventura é bem ao lado dessa placa. Fizemos questão de fotografar para marcar o local na memória.
Saímos de lá realizados. Ver todo o carinho dos tratadores, o jeitinho delicado das ovelhinhas Pompons e poder curtir isso tudo de pertinho, são coisas que não dá para explicar aqui no blog.
Vocês não conseguiriam perceber tudo o que quero dizer.
Tem que experimentar!
E a aventura continua.
Próxima parada (com muitas surpresas...surpresas monstruosas, eu diria), VALDÍVIA!
Vai perder?
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