"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." Fernando Pessoa
Sempre tivemos a "alma caipira". Daquele tipo que gosta de pé no chão. Quando as meninas eram crianças, por exemplo, gostávamos tanto dessa vida rural que resolvemos radicalizar e morar em uma fazenda à 20 km de Valadares. Foi uma experiência maravilhosa! Queríamos que nossas filhas vivessem uma realidade mais lúdica e bucólica. Queríamos que pudessem correr livres, subir em árvores e até, pasmem, ordenhar cabras (não é verdade, filha mais velha?)! Portanto, sem grana no bolso e com muita vontade de viver a vida da forma mais natural possível, rumamos para a roça (mesmo porque, “ter uma casinha branca, de varanda, um quintal e mato verde, pra plantar e pra colher...” era um projeto antigo, lembram?). Sempre apostamos na simplicidade do bem viver, para viver bem!
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Ah, mas o assunto não era esse.. (depois, em algum post no futuro, falo sobre essa fase deliciosa de nossa vida).
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Bem, se não me engano, a promessa para hoje era a de contar em qual aventura cotidiana fomos nos meter recentemente...
Então, vamos lá. Enfim, como eu dizia, resolvermos “abstrair” da correria e dar uma fugida! Decidimos que precisávamos dar uma relaxada...
Beleza! Ok! Tudo certo então! Já detectamos um problema (cansaço) e achamos a solução (viajar! Iupiii). Até ai, tudo bem! Mas qual roteiro escolher? Foi então que , em uma conversa com uns amigos nossos que seguem a mesma linha ( a de que viajar é uma necessidade visceral..rs) descobrimos que, a exatamente um ano atrás (janeiro de 2010), eles fizeram um roteiro nada convencional, mas muito sedutor- saíram do leste de Minas Gerais (onde
moramos) e foram de carro até a Patagônia!
moramos) e foram de carro até a Patagônia!
As histórias que eles contavam eram incríveis! Cruzaram, com o próprio carro, toda a carretera austral (aqui) , ziguezagueando entre Chile e Argentina.
Marcamos uma tarde na casa deles e ao ver as fotos nos convencemos de que, estar em meio a natureza era o que mais precisávamos fazer agora!
Embora nossa realidade não permitisse o mesmo roteiro que eles fizeram, não queríamos abrir mão da idéia de conhecer o Chile ( as paisagens raras eram indescritíveis!).
Resolvida a questão! A decisão foi tomada à quatro mãos... Nós dois e um outro casal de amigos, ambos muito chegados! Aliás, esse casal será presença constante nesse blog também, já que nosso cotidiano está sempre muito próximo ao deles. O grande problema entre nós e eles(sim, temos um grande problema), é que, quando um dos quatro inventa alguma viagem, por mais louca que ela pareça ser, os outros 3 sempre topam! Tsc,tsc,tsc... Ou seja, era necessário que algum dos 4 tivesse juízo, mas, enfim...).
Não existe um padrão para nossas viagens. Mas dessa vez, os maridos é que assumiram a maioria das sugestões. Nós, a ala feminina, topávamos (mais ou menos passivamente), todas as sugestões dadas, sendo que havia a cláusula clara de que a nós era dado o direito de : corrigir rota, reformular, opinar, xeretar, classificar, e se fosse o caso, mudar completamente algo já decidido entre eles . (Tá bom, tá bom! Eu sei, é cruel! Mas, foi tão conveniente para nós essa postura... Mas, da próxima, a gente promete que vai dar a "cara à tapa" participando mais e implicando menos...
E agora, senhoras e senhores, passagens compradas, mapas nas mãos, mochilas prontas, muita expectativa no coração, apertem os cintos pois, Chile, lá vamos nós!


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É muito bom receber seu recadinho, seu comentário...Eu sei que sua rotina é pesada, o tempo é curto, portanto, significa muito para mim saber que você dedicou algum tempo para me escrever, dar sua opinião, enfim.
Os recados são moderados e nem sempre estou on line. Se demorar não se assuste! Com certeza vou publicá-lo.
Mais uma vez, muito obrigada!